O que é?

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  1. AÇÕES E DESAFIOS DO CENTRO DE REFERÊNCIA JONGUEIROS DO SUDESTE – COMUNIDADE JONGO DITO RIBEIRO – CAMPINAS SP

O Projeto Centro de Referência Jongueiros do Sudeste – Comunidade Jongo Dito Ribeiro Campinas, nasce da articulação coletiva dentro do Pontão Jongo/Caxambú, que teve como uma das estratégias para implementação das vastas demandas das comunidades em seus municípios, a aproximação com as superintendências estaduais.

A presença efetiva do superintende do estado de São Paulo, em visitas com o prefeito do município de Campinas, possibilitou três ações de extrema importância que se tornaram os pilares desse projeto que têm a salvaguarda do jongo como elemento fundamental.

  1. O reconhecimento do Jongo do Sudeste e da Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial Municipal, no Livro Formas de Expressão através da Lei 14.701/13.

  1. Foi o iniciar um processo ao qual passa a inserir no município a compreensão das dimensões de patrimônio intangível e a participação e reconhecimento desse importante saber dos detentores quanto parte fundamental na construção da política de patrimônio imaterial;

  1. A construção de uma parceria entre Iphan – Prefeitura Municipal de Campinas, da qual, o Iphan criaria ferramentas para apoiar as comunidades jongueiras em contrapartida, às prefeituras das quais as comunidades estão inseridas, garantiriam um local para a implementação dos Centros de Referências de Jongo, como ação/meta estabelecida no Plano de Salvaguarda elaborado pelas comunidades jongueiras e parceiros, no ano de 2011.

Esses elementos foram fundamentais para que quando o Iphan abriu edital 2012-2013 para a Salvaguarda do Jongo, pudéssemos nos unir aqui em Campinas em força tarefa para elaboração de um projeto que trouxesse como elementos a parceria com uma instituição afim que tivesse documentação para gestar o SINCOV, sendo este um dos maiores desafios para as comunidades que em sua maioria nem CNPJ possuem.

Outra questão não menos importante, era em alguma medida apoiar as demais comunidades jongueiras do estado de São Paulo, das quais, definimos como ações prioritárias que realizaríamos nesse processo:

Apoiar na realização do Encontro de Jongueiros Paulista, sendo em 2014 na cidade de Guaratinguetá e 2015 na cidade de Embu das Artes. Pois no início do processo de reuniões estaduais entre jongueiros, participavam junto ao Iphan São Paulo somente as comunidades de: Campinas, Piquete, São José dos Campos e Guaratinguetá. Entretanto, em reuniões entre as lideranças jongueiras e Iphan, foi apontando o desejo de inserir no processo as comunidades de: Embu das Artes, Indaiatuba e ainda realizar um mapeamento preliminar nas possíveis comunidades remanescentes de jongo em Alagoinha, Cunha e São Luís do Paraitinga.

Estabelecer diálogos e formação sobre: tecnologias comunitárias e elaboração de materiais gráficos, articulação em redes sociais, pesquisa de campo participativa, acervo, tecnologias audiovisuais, elaboração e gestão de projetos, registro de campo, memória, iconografia, educação patrimonial, identidade e cultura negra, o jongo na escola e possibilidades da lei 10639/03, transmissão de saberes intergeracionais, criação e desenvolvimento de site e publicação.

Estas ações foram desenvolvidas no decorrer do processo que também contou com a realização de Reuniões de Articulação, da qual a primeira na inauguração do Centro de Referência com apoio do DPI foi possível trazer as lideranças dos outros estados e fortalecer a relação entre todos as comunidades jongueiras, como afirmar a importância de sinalizar a referência à “todas as comunidades jongueiras” por meio dos Centros de Referencias Jongueiros do Sudeste , e ao mesmo, evidenciar que tratando de um Edital público, as ações estão associadas a uma determinada comunidade, aqui no caso a – Comunidade Jongo Dito Ribeiro Campinas/SP.

A decisão de intitular nos Centro de Referências à noção de Jongueiros do Sudeste, foi coletiva, após encontro em uma atividade das culturas populares realizada em São Paulo, das quais lideranças jongueiras do estado de São Paulo e Rio de Janeiro, definiram como estratégia de afirmação e de evidencia ao coletivo jongueiro em todos os estados e lugares, usarmos sempre essa expressão.

O edital foi aprovado e realizado com a parceria e apoio do Iphan- SP, DPI, Ponto de Cultura NINA e Comunidade Jongo Dito Ribeiro, além do apoio de todas as comunidades jongueiras.

É uma conquista de todos os jongueiros e jongueiras do Sudeste, podermos ter conseguido gestar, elaborar e implementar mais um espaço para a Salvaguarda do Jongo, importante patrimônio cultural nacional.

Trabalhei, suei, sangrei (2x)

Do cativeiro e das correntes, com fé eu me libertei (2x)

Corri na mata, pés descalços estrela guia (2x)

Vou encontrara Palmares e ver nascer um novo dia (2x)

(Ponto da Comunidade Jongo Dito Ribeiro – Campinas SP)