Caravana Centro de Referência Jongo – Comunidade Jongo Embu das Artes

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“Tava andando na beira do mar

Quando vovô me disse  vem meu filho vem jongar

Pois a angoma não pode parar

Jongueiro  que é jongueiro

Jonga em qualquer lugar”

Ponto da Comunidade Jongo Dito Ribeiro

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Chegamos em Embu das Artes e rodamos um pouco até encontrarmos com  a Sol , liderança da Comunidade Jongo de Embu das Artes  que nos conduziu até sua casa.

Fomos recebidos  com um delicioso café da manha completo com frutas, bolo de milho , pães e até coalhada. Logo nos dividimos a equipe para o trabalho de foto , filmagem , acompanhamento da receita culinária, entrevistas com os mais velhos  e com a juventude .

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Assim conhecemos o precioso quintal de Sol que abriga a sua comunidade jongueira. Enquanto  os registros  eram realizados , da cozinha saia um cheiro gostoso do preparo  do almoço e o menu era Canjiquinha a Moda da Sol, enquanto no quintal dona Maria, encantava seus jovens educadores com suas memórias da época em que foi professora da educação infantil, um registro precioso para todos nós.

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Na cozinha encontramos a Mestra jongueira Tia Ana de 84 anos , filha de um folião de reis  que nasceu em uma fazenda  em  Itajubá , disse que conhecia o jongo desde pequena mas não dançava porque era coisa de velho, hoje atendendo ao chamado de Sol que é sua sobrinha  ela  faz parte da Comunidade Jongo de Embu das Artes e também do Jongo de Piquete, já que Gil e Sol são irmãos .

A comunidade  é composta por muita gente jovem , que esta antenada nas questões que dizem respeito a cultura negra . Os pontos são marcados por essa crítica, como exemplo o ponto que fala sobre os cabelos afro.

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“Eu disse solta o cabelo ela soltou, olha a coroa a rainha se libertou’’ Ponto da Comunidade Embu das Artes

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Depois dos registros  fizemos uma roda de Jongo como não poderia faltar , assim pudemos sentir a força emocionante de  candongueiro , tambus e caxambu,  os tambores da comunidade.  Nesse terreiro  de uma galinha só vimos a beleza da juventude piando seus pontos.

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Após a roda de jongo o almoço foi servido em clima de festa com a banda de forró Raul e os Pirilampos,  tinha gente que não sabia se comia ou dançava. A sobremesa  foi uma  mesa para Cosme e Damião de portas abertas para a vizinhança e os “Eres”  que  chegavam para festejar e se lambuzar com as delícias.

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A comunidade  foi muito acolhedora, o quintal da Sol representa a resistência do povo jongueiro , que mantém a cultura com simplicidade , compromisso e muita alegria, agregando pessoas não só de Embu das Artes mas outras cidades dos arredores e também da Capital.

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Agradecemos a receptividade e o carinho que todos tiveram conosco  e já estamos esperando o reencontro no Arraial Afro Julino 2016.

A Frase do dia foi:

Cada comunidade tem seu jeito de dançar (frase dita por Sol, liderança  da comunidade Jongo de Embu das Artes )

Texto: Flavia Machado – Jongueira da Comunidade Jongo Dito Ribeiro

Fotos: Neander Heringer – Ponto de Cultura NINA

Assista na Íntegra a Entrevista com a Comunidade de Jongo Embu das Artes:

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