Caravana Centro de Referência Jongo – Segunda Parada Quilombolas Guaratinguetá

quilombolas4

 ” Bate bate coração pode bater,

Não treme não,

Ô coração para tremer,

Bate bate coração,

Que a nossa vida já tem solução,

Graças a Deus! ”

(Ponto da Dona Tó -Guaratinguetá SP)

quilombolas16

Finalmente chegamos em Guaratinguetá!!! Após nos encontrarmos com a Rose liderança da Associação Cultural Quilombolas do Tamandaré de Guaratinguetá, fomos até ao supermercado comprar as coisas da comida, pois aqui na Associação Quilombolas do Tamandaré iremos experimentar a famosa Canjiquinha, que é a comida mais popular e tradicional dentro da comunidade Quilombola.

quilombolas12

Mestre Jefinho que lidera a comunidade jongueira foi quem deu início nos preparos…

quilombolas7

 Acendeu o fogão a lenha, mexeu o panelão de Canjiquinha até que estivesse no ponto para ficar na panela sem grudar. Nessa de fazer Canjiquinha, tomar suco de acerola do pé, papo vai papo vem…

quilombolas14

Mestre Jefinho conta como era o jongo no passado aqui na comunidade do Tamandaré, então, decidimos começar a gravar, até porque, não queríamos perder nada do que o Mestre tinha para nos contar.

Enquanto isso chegaram os outros irmãos jongueiros que estavam faltando. Demos início aos nossos trabalhos!!

Vieram jongueiros que são capoeirista e também um casal que além de jongueiros são chefes de terreiro, mostrando a diversidade da comunidade e as questões entre religião e jongo, deram um tempero especial na conversa.

quilombolas17

 Pois jongo é jongo, curimba é curimba… E a diferença entre eles é o que o Jongo sempre guardou, como os nossos segredos e mirongas de nossos ancestrais, pois saudar nossos antepassados, Orixás, preto velhos é parte da mironga do jongo e isso pode, é Jongo!

quilombolas15

Agora cantar pontos de curimba, pontos dados pelos Orixás e Entidades é curimba, e essa definição nos ensina que cada comunidade é única nessa grande família de Jongueiros do Sudeste.

É sempre muito emocionante quando sentamos com nossos padrinhos de Guará para conversar e aprender mais sobre a tradição do Jongo, dessa comunidade jongueira e quilombola.

A Canjiquinha ficou pronta e tratamos logo de ir finalizando, depois de quase 4 horas de roda de conversa, a barriga começa a dar sinal rsrs.

quilombolas11

Terminamos a janta e celebramos com uma roda de Jongo maravilhosa!!

E frase de hoje é: ” roda de amigo não tem demanda! ”

quilombolas20

 A benção Padrinhos!!!!!

 ” É de manhã, e o nego quer saber

Por que essa noite, só meu barco não virou

É que na ponta da corda que ancorou

Não ‘marrei’ peso não senhor,

” Marrei ” machado de Xangô (2X)

É que na ponta da corda que ancorou

Não ‘marrei’ peso não senhor. ”

Cachoeira!

(Ponto da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, Campinas SP)

quilombolas21

Bianca Lucia Martins Lopes, Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

Fotos: Neander Heringer (Ponto de Cultura NINA)

Entrevista com a Comunidade de Jongo Quilombolas – Guaratinguetá-SP:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*